
PhD. Eliane Cunha Gonçalves
Durante muito tempo, o exercício foi vendido como algo demorado, complexo e inacessível. Essa narrativa afastou exatamente quem mais precisa se mover: pessoas sedentárias, cansadas e sem tempo, com isso o aumento da obesidade, e das comorbidades.
Os estudos desmontam esse mito. Diversos estudos mostram que sessões curtas, bem estruturadas e feitas com regularidade promovem adaptações fisiológicas profundas, trazendo inúmeros benefícios no processo de longevidade.
Modelos de treinamento com duração entre 20 e 30 minutos, que combinam períodos de esforço moderado e mais intenso, foram capazes de:
- Melhorar a aptidão cardiovascular;
- Reduzir gordura corporal;
- Ajudar no controle da pressão arterial;
- Aumentar a disposição diária.
Tudo isso em pessoas sedentárias ou pouco ativas, pois o corpo não mede o tempo no relógio. Ele responde ao estímulo, e esses estímulos que trazem as respostas fisiológicas necessárias para uma boa saúde, e como consequência uma longevidade com autonomia.
O hábito é o verdadeiro divisor de águas. Estudos sobre adesão mostram que quanto menor a barreira inicial, maior a chance de continuidade. E continuidade gera transformação, mesmo com menor tempo de treinamento.
Conta-se com fatores motivacionais para que o menor tempo por dia de atividade física traga resultados. Os motivos são:
- Por serem mentalmente mais fáceis de começar;
- Geram menos resistência psicológica;
- Cabem na rotina real;
- Facilitam a criação do hábito.
Os benefícios que surgem com poucos minutos diários, realizados de forma consistente, trazem as seguintes respostas fisiológicas:
Aumento da capacidade cardiorrespiratória;
- Melhora do controle glicêmico;
- Redução da sensação de cansaço crônico;
- Mais energia física e mental;
- Melhora da autoestima e da autonomia.
Esses efeitos não surgem de uma única sessão, mas do efeito acumulativo, principalmente ao longo de uma vida. As respostas fisiológicas são bastante positivas, pois diminuem as comorbidades, aumentam a autonomia, e a longevidade.
O erro mais comum não é treinar pouco, e sim querer fazer tudo de uma vez só. Quando a pessoa sedentária tenta treinar como alguém avançado, o corpo reage com:
- Dores excessivas;
- Exaustão;
- Frustração;
- Abandono precoce.
A ciência é clara, pois começar com doses menores aumenta a chance de sucesso a longo prazo. 10 a 30 minutos de treinonão são pouco, mas estratégicos para uma continuidade, pois eles representam:
- Um compromisso possível;
- Um sinal diário para o corpo;
- Um passo consistente contra o sedentarismo.
E, com o tempo, esses minutos se transformam em mais saúde, mais independência e mais qualidade de vida.
Nunca é tarde para começar, mas é sempre melhor começar antes.

PhD. Eliane Cunha Gonçalves. Pós-Doutora em Ciência da Motricidade Humana, Doutora em Ciência da Motricidade Humana, Mestre em Ciência da Motricidade Humana no Brasil, Licenciatura Plena em Educação Física; Especialista em Políticas Públicas Sociais e da Saúde; Especialista em Treinamento Desportivo Especialista em Educação Física e Sociedade, Curso de Extensão em Gestão Publica em Educação Fisica e Desporto, Docente em Cursos de Graduação e Pós-Graduação, Ministra palestra e cursos na América Latina, Autora de inúmeros artigos, Autora de livros e capítulos de livro, Presidente e Membro de Inúmeras Comissões Científicas. Produtora de assuntos futebolísticos em blog, Facebook e YouTube (Cantinho do Laranjal).
