
PhD. Eliane Cunha Gonçalves
Em um mundo cada vez mais pautado pela tecnologia e pelo conforto, notamos uma tendência preocupante: o mundo está parando. Temos mais facilidades, mas, paradoxalmente, menos saúde. O sedentarismo se tornou silencioso, afetando as pessoas física, mental e emocionalmente.
No entanto, dentro de cada um de nós, reside uma força instintiva e sábia que clama por ação: viver é mover-se. Quando paramos, adoecemos. Quando nos movemos, o corpo responde, sempre, em qualquer idade.
A ciência é clara na questão da longevidade, pessoas fisicamente ativas vivem em média 7 a 10 anos a mais e com qualidade. A atividade física tem o poder de reduzir em 40 a 50% o risco de doenças crônicas. Além disso, o movimento se mostra mais eficaz do que remédios para casos de ansiedade leve e depressão moderada.
E a boa notícia é que o benefício não exige um esforço: bastam 20 a 30 minutos por dia de movimento para reduzir a mortalidade precoce.
Com isso, o movimento é a cura porque ele reconecta o nosso corpo. Seus benefícios são sistêmicos:
• Melhora a circulação e auxilia os sistemas linfático e endócrino.
• Melhora a capacidade funcional.
• Reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e osteoporose.
• Estimula a cognição e previne o declínio mental.
• Impacta positivamente a autonomia, a qualidade de vida, e a saúde mental e social.
Na verdade, o movimento não é estética, é existência. Ele é um pilar essencial para combater os problemas de saúde mais comuns na idade, como doenças crônicas, fragilidade e isolamento social, que englobam condições como doenças do coração, Alzheimer, câncer, diabetes, osteoporose, artrite, demência, e catarata.
O exercício físico desempenha um papel fundamental na longevidade:
• Melhora da força muscular e autonomia funcional.
• Preservação da memória e prevenção de declínio cognitivo.
• Redução do risco de doenças cardiovasculares.
• Controle do peso corporal e metabolismo.
• Promoção do bem-estar emocional e social.
Para começar a se mover, você não precisa de uma hora de academia, de equipamentos caros ou de esperar ter “vontade”. A literatura do Colégio Americano de Medicina Desportiva e da Organização Mundial de Saúde sugere a prática da atividade física, e este é o movimento pode ser integrado à sua rotina de diversas maneiras:
• 10 minutos ao acordar;
• 20 minutos na hora do almoço;
• Subir escadas;
• Caminhar rápido 3 vezes por semana;
• Dançar ou alongar a qualquer hora do dia;
• Atividades de lazer com atividade física.
Cada passo que damos é uma decisão entre adoecer ou florescer.
Lembre-se: Longevidade não é não envelhecer, é envelhecer com potência, com autonomia, com alegria, com dignidade.
Invista em movimento; saúde é o melhor rendimento.

PhD. Eliane Cunha Gonçalves. Pós-Doutora em Ciência da Motricidade Humana, Doutora em Ciência da Motricidade Humana, Mestre em Ciência da Motricidade Humana no Brasil, Licenciatura Plena em Educação Física; Especialista em Políticas Públicas Sociais e da Saúde; Especialista em Treinamento Desportivo Especialista em Educação Física e Sociedade, Curso de Extensão em Gestão Publica em Educação Fisica e Desporto, Docente em Cursos de Graduação e Pós-Graduação, Ministra palestra e cursos na América Latina, Autora de inúmeros artigos, Autora de livros e capítulos de livro, Presidente e Membro de Inúmeras Comissões Científicas. Produtora de assuntos futebolísticos em blog, Facebook e YouTube (Cantinho do Laranjal).
