O SEDENTARISMO ESTÁ ROUBANDO A ENERGIA DA POPULAÇÃO E POUCO TEMPO POR DIA PODEM REVERTER

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PhD. Eliane Cunha Gonçalves

O Sedentarismo tem números que preocupam. Dados internacionais indicam que:

  • Mais de 25% da população adulta mundial é fisicamente inativa;
  • Entre mulheres acima dos 40 anos, esse número pode ultrapassar 35%;
  • O sedentarismo está associado a cerca de 5 milhões de mortes evitáveis por ano.

Além das doenças cardiovasculares, o impacto aparece no dia a dia:

  • Cansaço constante;
  • Falta de disposição;
  • Dores musculares;
  • Queda de autoestima;
  • Redução da autonomia funcional.

O corpo humano não foi feito para ficar parado, e ele cobra essa conta. A ciência mostra que pequenas doses diárias de movimento, quando feitas com constância, são suficientes para provocar mudanças reais no corpo, na mente e na qualidade de vida.

Os estudos tem mostrado que pessoas sedentárias relatam mais fadiga do que pessoas fisicamente ativas, mesmo realizando menos esforço ao longo do dia. Isso acontece porque:

  • O sistema cardiovascular perde eficiência;
  • Os músculos usam pior o oxigênio;
  • O metabolismo fica mais lento;
  • O cérebro recebe menos estímulos positivos.

Já indivíduos que praticam atividade física regular apresentam:

  • Aumento de energia;
  • Redução da fadiga;
  • Melhor humor;
  • Mais disposição para tarefas simples.

E aqui entra um ponto-chave: não é sobre treinar muito, e sim treinar sempre. A constância é o fator mais importante, e infelizmente o mais ignorado.

A fisiologia do exercício é clara: os maiores benefícios surgem quando o corpo recebe estímulos frequentes e repetidos ao longo do tempo. Programas com atividade física regular estão associados a:

  • Redução de até 30% no risco de doenças cardiovasculares;
  • Melhora significativa da saúde mental;
  • Aumento da capacidade funcional, especialmente após os 40 anos.

Treinos intensos e esporádicos têm pouco impacto se não houver continuidade, pois o corpo responde à repetição, não ao exagero. Um dos maiores mitos sobre exercício é que ele precisa ser longo. Estudos recentes mostram que sessões de 10 a 30 minutos, quando bem estruturadas, são suficientes para:

  • Melhorar a aptidão cardiorrespiratória;
  • Reduzir gordura corporal;
  • Ajudar no controle da pressão arterial;
  • Melhorar o controle glicêmico;
  • Aumentar a sensação de bem-estar.

Modelos de treino com blocos curtos de intensidade variável demonstraram melhoras significativas em pessoas sedentárias, mesmo com pouco tempo disponível. O corpo não mede esforço em horas, ele mede estímulo e constância.

A atividade física requer adesão, e os estudos mostram que quanto maior a exigência inicial, maior a chance de abandono. Quando a proposta é: longa, exaustiva, e incompatível com a rotina, a desistência acontece. Quando a proposta é: curta, possível, constante, o hábito se forma. E o hábito é o que transforma saúde a longo prazo.

A prática regular de atividade física estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina e dopamina, associados a:

  • Melhora do humor;
  • Redução da ansiedade;
  • Menos sintomas depressivos;
  • Aumento da autoestima.

Não é exagero dizer que 10 a 30 minutos de movimento diário podem ser um remédio poderoso, sem efeitos colaterais negativos, quando bem orientado, pois o maior erro de quem quer sair do sedentarismo é querer fazer tudo de uma vez.

Os dados apontam:

  • Começar com sessões curtas aumenta a adesão;
  • A progressão gradual reduz lesões;
  • A constância gera mais resultados do que a intensidade precoce.

Sair do sedentarismo não precisa de academia lotada, horas livres, treinos extremos, e sim de um compromisso diário possível, constância, e o tempo bem utilizado.

Ao longo das semanas, esses minutos se transformam em:

  • Mais saúde;
  • Mais energia;
  • Mais autonomia;
  • Mais qualidade de vida.

Não é necessário esperar a condição perfeita para começar, e sim começar com o tempo que tem, e mantê-lo, pois assim, a saúde irá agradecer e os benefícios serão inúmeros na vida de qualquer indivíduo.

PhD. Eliane Cunha Gonçalves. Pós-Doutora em Ciência da Motricidade Humana, Doutora em Ciência da Motricidade Humana, Mestre em Ciência da Motricidade Humana no Brasil, Licenciatura Plena em Educação Física; Especialista em Políticas Públicas Sociais e da Saúde; Especialista em Treinamento Desportivo Especialista em Educação Física e Sociedade, Curso de Extensão em Gestão Publica em Educação Fisica e Desporto, Docente em Cursos de Graduação e Pós-Graduação, Ministra palestra e cursos na América Latina, Autora de inúmeros artigos, Autora de livros e capítulos de livro, Presidente e Membro de Inúmeras Comissões  Científicas. Produtora de assuntos futebolísticos em blog, Facebook e YouTube (Cantinho do Laranjal).

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